segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Será que agora vai?

Parece que com a redução do Imposto sobre produtos industrializados (IPI), as concessionárias e por sua vez as montadoras vão dar uma respirada. Na quinta-feira (11/12) o governo federal anunciou uma redução significativa em alguns tributos. A tabela de preços dos carros baixou no mesmo dia em que foram anunciados os novos valores. No primeiro fim de semana da queda nos preços muitas concessionárias tiveram dificuldade para atender o elevado número de clientes querendo seu carro novo. Em entrevista ao jornal Zero Hora, o presidente da Federação Nacional de Distribuição de Veículos no Estado (Fenabreve/RS), Hugo Pinto Ribeiro, disse que este foi o final de semana mais movimentado do ano no setor.

Alguns funcionários de concessionárias tiveram que interromper a folga no domingo para voltar ao trabalho. Outros chegavam a atender até três pessoas ao mesmo tempo.

Tomara que com a redução do IPI, os finais de semana de feirões e promoções especiais, as montadoras e concessionárias consigam amenizar os efeitos da crise não fechem o ano no vermelho, aqui. Porque lá na terra do Tio San, a coisa tá feia. A General Motors (GM) e a Chrysler já dão os seus últimos suspiros a espera de uma posição do governo norte-americano. Eles querem ajudar, mas algumas questões burocráticas estão emperrando os projetos no senado. A nova tentativa vai ser destinar parte dos U$$ 700 bilões para salvar as grandes montadoras da falência eminente.

Mais turbulência?

Por falar em crise, aqui ela realmente não tem passado forte, pelo menos depois das reduções de impostos. O final de semana foi de shoppings centers cheios em Porto Alegre, segundo a Câmara de Dirigentes Logistas de Porto Alegre (CDL-POA) em dezembro, o crescimento nas vendas deve ser de 7,5% sobre o mesmo período de 2007.

Será que os discursos otimistas do presidente da República surtiram efeito? Lula pediu para o povo comprar, gastar, consumir, sem contrair dívidas, mas com a intenção de fortalecer a economia e ajudar o mercado a se estabilizar. Que o feitiço não vire contra o feiticeiro.
Pra frente Brasil!